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Foi lançada a campanha Time to Click, que segundo os organizadores é a maior campanha de combate ao aquecimento global. A campanha marca os 100 dias para o encontro de Copenhague. Até lá, o site vai exibir diariamente uma foto sobre o aquecimento global. Hoje, sétimo dia de campanha, tive a surpresa de ver uma foto minha publicada. Sendo o único fotógrafo brasileiro exposto no site da campanha até agora. A imagem (acima) mostra um sistema artesanal de irrigação feito por agricultores nos Andes peruanos. É parte de um trabalho que fiz por lá no ano passado. O Peru é um dos países mais ameaçados pelos efeitos do aquecimento global. Os ativistas fundaram um grupo no Flickr convidando profissionais e amadores para participar. Vamos lá?

O som da água, música para os olhos e a “alma do negócio”

nana lumiar - nana lumiar

Naná Vasconcelos, eleito diversas vezes o melhor percussionista do mundo, como “garoto propaganda” não é para qualquer um. A imagem acima é um anúncio da saudosa Agência Lumiar de Fotografia. Na verdade, não houve um acordo comercial. Naná gentilmente liberou a utilização de sua imagem.

Confesso que até já tinha esquecido desse anúncio. O amigo Edson Rosas, responsável pela criação da peça, foi quem me enviou o arquivo essa semana lá do outro lado deste mesmo Atlântico. Aqui verdinho e quente.

Morena - A foto foi feita em Boa Viagem. Eu e a jornalista Mariana Lacerda preparávamos um perfil de Naná para uma revista de São Paulo. Contava ainda com o auxílio luxuoso da fotógrafa Barbara Wagner, que na brincadeira eu dizia que era uma bela “isca” para os personagens mais tímidos. “Olhe para essa morena bonita aqui”. Era infalível! Por mais travado que fosse, o sujeito sempre deixava escapar um sorriso, um trejeito de galã ou até uma cara de guloso. rsrsrs… Mas não era esse o caso.

Rapazes Inocentes - Naná dizia que as batidas eram um estudo sobre o som da água. Parece sério na foto, mas na verdade ríamos muito naquele momento. Tava difícil até para se concentrar. Por trás da câmera uma “turminha” de velhinhos foliões do CRI (Clube dos Rapazes Inocentes) fazia a maior algazarra.

Estava tentando descobrir a data da foto e olha a coincidência: Esta peça “reapareceu” justamente quando completou 4 anos de realizada. Era um certo 02 de setembro, dia do aniversário de Naná. Valeu, Edson! Sou partidário da Nação Zumbi que diz em Propaganda, “Como pode a propaganda ser a alma do negócio… Se esse negócio não tem alma”. Mas aqui tem alma sim. Tudo feito na maior camaradagem, do começo ao fim.

“Bonzinho”, hein? - Foi uma das sessões de fotos mais legais que já fiz. Um dia bonito, com águas claras e trabalhando na companhia de amigos. No fim, uma água de côco no calcadão, chileno nos pés, sorriso no canto da boca e pensamento comum que nem precisava ser dito, “acho que foi bom, né?”. Mais dias trabalho como esse. Hoje e sempre!!! Decidi agora: Vou pra praia!

O filme que nunca foi feito

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Recebi estes dias o Dossiê Gabeira, ‘o filme que nunca foi feito’. É o livro de entrevistas do conterrâneo Geneton Moraes Neto com Fernando Gabeira (páginas e fotos reproduzidas acima). Fotografei a entrevista principal em dezembro de 2007, em um hotel de Ipanema. Nela Gabeira fala da prisão, do exílio, do sequestro do embaixador americano em 1969 e de outros momentos dramáticos de sua vida. Ainda faz uma análise sobre o fim das utopias e traz a discussão para hoje. Fiquei muito satisfeito em ver minhas fotos ilustrando um registro importante como este. O livro ainda tem prefácio de Ignácio de Loyola Brandão e a foto acima com prisioneiros liberados em troca do embaixador americano. Vale conferir.

As marcas da destruição

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Vale dar uma passada no site do Greenpeace, a ONG publicou uma lista de grandes marcas que contribuem com o desmatamento da Amazônia. Além de apontar o Governo Federal como sócio da destruição da Floresta, Adidas, BMW, Carrefour, EuroStar, Ford, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike, Tesco, Toyota e Wal-Mart são citadas. O relatório é fruto de 3 anos de investigações. Fotos, videos, mapas e muita informação estão disponíveis no site. Tive o prazer de colaborar com este trabalho. Passei 10 dias fotografando no Sul do Pará, no início deste ano (uma das fotos acima). Lá ouvimos relatos incríveis sobre violência rural, pistolagem, assassinatos, trabalho escravo e crimes ambientais. Dois trabalhos fotográficos bem legais de colaboradores do Green podem ser vistos aqui: O trabalho escravo e a moda e Cowboys e Índios

Venda de fotos para ajudar vítimas de incêndio

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Alguns amigos já conhecem as fotos que tenho realizado sobre moradores de ocupações no Centro do Rio de Janeiro. Fazem parte de um projeto do Instituto Pólis, com apoio da ONG britânica Oxfam. Essas organizações estão se mobilizando também por conta do V Fórum Urbano Mundial, que acontece aqui em 2010.

Era para ser um trabalho rápido, mas terminei me envolvendo com o tema. Encontrei pessoas incríveis nessas ocupações. Gente forte que há anos luta diariamente para garantir a moradia.

FOGO - Na sexta-feira (22/05), houve um incêndio em uma dessas ocupações. O prédio que fica na Av. Gomes Freire, na Lapa, teve cinco andares completamente destruídos pelo fogo. Quinze famílias perderam quase tudo. Para piorar, a polícia aproveitou a oportunidade e colocou todos os ocupantes para fora do prédio. Cinquenta famílias estão agora desabrigadas.

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Visitei o prédio no dia seguinte ao incêndio. Lá encontrei o Léo (foto acima, feita antes do fogo) no meio dos restos dos móveis e eletrodomésticos queimados. Bastante triste, ele se contentava em lembrar que ninguém saiu ferido e ao menos seus certificados de cursos profissionalizantes foram salvos. Muito importantes para quem procura emprego.

Para ajudar, resolvi tentar vender fotos deste trabalho. Separei algumas imagens e estou disponibilizando por um preço bacana. O valor total da venda vai para estas famílias.

Conto com a colaboração dos amigos para divulgar a iniciativa. Outras idéias e sugestões de como ajudar são muito bem vindas. Abraços!

Veja mais fotos aqui: www.gilvanbarreto.com/incendio

Somente para esta ocasião - ampliação 30 x 40 cm, impressa em papel de altíssima qualidade, 100% algodão, 300 gr, superfície fosca e leve textura por R$ 1.300,00. No máximo 2 cópias de cada foto. Outros formatos podem ser negociados. Para mais informações deixe seu comentário aqui ou escreva para foto@gilvanbarreto.com

Fotografia em Revista

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No domingo (17/05), em Sampa, entra em cartaz a exposição “Fotografia em Revista“, promovida pela FAAP e Editora Abril. Segundo os realizadores, a mostra traz 600 registros fotográficos que marcaram história nas revistas da Editora Abril. Cinco imagens minhas foram selecionadas. Três delas estão acima. São fotos feitas no Saara marroquino há uns 9 anos.

Fotos do “Novo Mundo” em Portugal

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Abriu esta semana em Belmonte, terra Pedro Álvares Cabral, o Museu dos Descobrimentos “À descoberta do Novo Mundo”. O espaço foi inaugurado pelo Ministro da Cultura de Portugal e funciona num antigo casarão onde morou a família de Cabral. Do meu arquivo, estão expostos retratos de índios Caiapós e Xucurús, imagens do folclore pernambucano (Maracatu, Cavalo Marinho, Ciranda…), um retrato do percussionista Naná Vasconcelos batucando dentro d’água e fotos de praias brasileiras. Além do prazer de ter este trabalho exposto, outro motivo de alegria é dividir o espaço com ilustres fotógrafos brasileiros como Sebastião Salgado e Luciano Candisani, antigo parceiro dos tempos da revista Terra, na Editora Abril. Eneida Serrano e Leo Spósito também enviaram obras para Belmonte. Acima seguem alguns painéis que compõem os 16 ambientes do DNM. Uma dessas salas é parte de uma nau, em outra há a representação de uma praia brasileira onde é possível deixar pegadas na areia. Há também salas interativas com roupas e sons indígenas. Quase 3 milhões de Euros foram investidos na criação museu.

“Estupra, mas não mata”, meu bom José?

Os argumentos de Dom José Cardoso e excomungação dos médicos e da mãe da menina de 9 anos violentada pelo padastro em Pernambuco, me fazem lembrar a famosa “frase-sermão” de Paulo Maluf: “Estupra, mas não mata”. Como todos devem saber, o Arcerbispo de Recife e Olinda acredita que estuprar a criança foi um erro menor. Para ele, mais grave mesmo foi interromper a gestação. Mesmo que o aborto, autorizado por lei, representasse um alto risco de morte da menina.

Do tempo que atuei no jornalismo pernambucano, graças a Deus (?!) tive poucos contatos com o arcebispo. Sempre carrancudo e com poucos sorrisos, lembro da dificuldade de arrancar dele uma boa imagem, uma simples fotinha que pudesse transmitir alegria, leveza, paz ou simpatia. Lembrei também de um episódio que contei para poucos, um daqueles casos que se pudéssemos apagaríamos da memória para sempre.

Dom Hélder - Há uns 11 anos o jornal que trabalhei publicou uma grande matéria comparando o comando de Dom José na Arquidiocese de Recife e Olinda com as ações do seu antecessor, Dom Hélder Câmara, o bispo defensor dos direitos e humanos que pregava uma igreja simples voltada para os pobres e a não-violência.

Milagre? - A matéria também trazia os perfis dos dois religiosos. Não precisa ser um grande entendedor para saber nessa comparação, Dom Hélder, único brasileiro indicado quatro vezes ao Nobel da paz, deixaria qualquer humano em situação nada confortável. Isso é normal. Mas o resultado é que a matéria não foi bem recebida pelas autoridades religiosas locais. Como consequência, forças das trevas da oligarquia política e empresarial de Pernambuco pressionaram e pediram a cabeça da repórter que assinou a matéria. Por um milagre o emprego da jornalista foi mantido. Em compensação, o jornal usou suas páginas para pedir desculpas e tentar amenizar a situação admitindo um erro que não cometeu.

A Imagem - Não achando suficiente, na semana seguinte pautaram este pecador aqui para arrancar uma bela foto do Arcebispo durante a missa de Nossa Sra. da Conceição, em Casa Amarela. A intenção era dar uma primeira página de domingo, dia mais nobre do jornal, uma bela foto tipo: “Dom José, o bispo do povo”. É claro que falhei na missão. Era o povo de um lado, o Bispo do outro e eu no meio tentando cumprir uma ordem forçando a barra.

A fim do perdão dos pecados? - Mesmo assim a matéria e a “foto-exaltação” foram publicadas no Dominicus (domingo em Latim que significa “dia do Senhor”). Com certeza essa primeira página foi guardada, emoldurada, pendurada e reverenciada por milhares de fiéis. Deve inclusive constar nos arquivos, no “clipping” do Dom José. Errei feio e me envergonho de ter participado desse episódio. Me arrependo profundamente mas não espero e até desprezo o perdão da Igreja que o esse José imagina. Aliás, para eles meu erro foi participar dessa mentira ou publicamente reconhecer esse erro?

Visitando a Dona Marta

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Fotografei na Dona Marta na semana passada, foi a primeira vez que subi aquele morro. Enquanto no asfalto a gente sofria com o calor de quase 40º, lá em cima o clima era agradável, ventilado e tranquilo. O morro, ocupado pela PM desde o final do ano passado, está livre do tráfico. Vi no Jornal do Brasil mais uma boa notícia, a comunidade deve receber esta manhã uma cobertura de internet sem fio. É a primeira comunidade do país a receber esse benefício. O Santa Marta Digital vai proporcionar serviço gratuito de internet em banda larga. Os cerca de 10 mil moradores vão poder acessar a internet de qualquer ponto do morro.

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Num é que eu tava certo mesmo!? Tem gente promovendo festas de divórcio. Não é viagem minha, nem da Trip que publicou essa matéria aqui. Cantei essa pedra meio que na brincadeira num post de setembro. Agora eu quero é ser convidado para uma farrinha dessas. kkkk… Uma não, duas. Uma comemoração de cada lado do casal. É isso, façam festas e podem me chamar que eu vou. Até o batizado do poodle, despedida de solteiro do periquito ou open house do peixinho dourado podem ser um bons motivos para um “mé”.

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