O som da água, música para os olhos e a “alma do negócio”
Enviado em 4 de Setembro de 2009
Publicado por Seu Barreto | Enviar por e-mail
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Naná Vasconcelos, eleito diversas vezes o melhor percussionista do mundo, como “garoto propaganda” não é para qualquer um. A imagem acima é um anúncio da saudosa Agência Lumiar de Fotografia. Na verdade, não houve um acordo comercial. Naná gentilmente liberou a utilização de sua imagem.
Confesso que até já tinha esquecido desse anúncio. O amigo Edson Rosas, responsável pela criação da peça, foi quem me enviou o arquivo essa semana lá do outro lado deste mesmo Atlântico. Aqui verdinho e quente.
Morena - A foto foi feita em Boa Viagem. Eu e a jornalista Mariana Lacerda preparávamos um perfil de Naná para uma revista de São Paulo. Contava ainda com o auxílio luxuoso da fotógrafa Barbara Wagner, que na brincadeira eu dizia que era uma bela “isca” para os personagens mais tímidos. “Olhe para essa morena bonita aqui”. Era infalível! Por mais travado que fosse, o sujeito sempre deixava escapar um sorriso, um trejeito de galã ou até uma cara de guloso. rsrsrs… Mas não era esse o caso.
Rapazes Inocentes - Naná dizia que as batidas eram um estudo sobre o som da água. Parece sério na foto, mas na verdade ríamos muito naquele momento. Tava difícil até para se concentrar. Por trás da câmera uma “turminha” de velhinhos foliões do CRI (Clube dos Rapazes Inocentes) fazia a maior algazarra.
Estava tentando descobrir a data da foto e olha a coincidência: Esta peça “reapareceu” justamente quando completou 4 anos de realizada. Era um certo 02 de setembro, dia do aniversário de Naná. Valeu, Edson! Sou partidário da Nação Zumbi que diz em Propaganda, “Como pode a propaganda ser a alma do negócio… Se esse negócio não tem alma”. Mas aqui tem alma sim. Tudo feito na maior camaradagem, do começo ao fim.
“Bonzinho”, hein? - Foi uma das sessões de fotos mais legais que já fiz. Um dia bonito, com águas claras e trabalhando na companhia de amigos. No fim, uma água de côco no calcadão, chileno nos pés, sorriso no canto da boca e pensamento comum que nem precisava ser dito, “acho que foi bom, né?”. Mais dias trabalho como esse. Hoje e sempre!!! Decidi agora: Vou pra praia!
